Prismas

Espaço destinado ao compartilhamento da epistemologia do Grupo de Pesquisa Prismas do Direito Civil-Constitucional

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

PROF. ARONNE NO PROJETO CAMUS


O Projeto “Alberto Camus – Diario de un Extranjero en Brasil” foi apresentado pela 1ª vez no festival FIPA em janeiro 2007.
Desde setembro daquele ano, o Prof. Aronne, líder do nosso grupo de pesquisa, que já vonha trabalhando intensamente com Camus, está engajado ao projeto, sendo um dos seus entrevistados e tendo-o introduzido à Reitoria e Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da PUCRS, nas pessoas do Magnifíco Reitor Joaquim Clotet e Prof. Dr. Jorge Audy, assim como aos professores Carlos Gerbase, João Guilherme, da TECCINE, para estabelecer o apoio oficial da PUCRS ao projeto.
Mais informações podem ser obtidas na página http://projetocamus.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Força de Lei - Jacques Derrida

No encontro passado, o grupo enfrentou a obra de Jacques Derrida, Força de Lei, apresentada pelo pesquisador Gustavo e pela pesquisadora Patrícia. Apesar da impossibilidade da gravação do encontro, por motivos técnicos, a discussão e apresentação da obra seguiu-se normalmente. Ficando agendado, pois, o enfrentamento dessa obra novamente para fins de registro, devido a suma importância que essa obra e o autor apresentam para o grupo Prismas.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Comentários ao texto do Prof. Aronne, por Gustavo Pereira

Sobre o "Esboço de Ensaio para Descosntrução do Discurso Penal na Sociedade do Espetáculo ou... Surpreendendo o Público em Quintais Privados", de Ricardo Aronne


"Forjada a sociedade do Mercado, o indivíduo só reconhece como espaço público o consumo, enquanto uma nova ágora da socialidade rasteira que residualmente lhe sobrou".
Ricardo Aronne


O esboço de ensaio de Ricardo Aronne, em perspectiva inacabada, reporta em suas linhas e entre-linhas a inabalável vontade construtora pela desconstrução. Desconstrução tal que se debruça sobre o discurso nunca neutro, disposto nas entranhas da pretensão de verdade, impregnada pelas moralinas do discurso penal, em seu espectro nunca antes (re)visto.

O que há por traz de uma vontade de verdade ou pretensão de cientificidade de um discurso que se diz simétrico aos "cidadãos de bem"? Na verdade, não é de hoje que "cidadania" se mede por uma régua ou compasso bastante peculiar: A propriedade. Mas não mais a propriedade lockiana, que pressupunha a diretriz primordial do soberano como regulador de um Estado totalizado. Agora essa propriedade ganha outra perspectiva que institui uma nova lógica, ou melhor, um novo braço a esse já desenfreado prisma de realidade.

O mercado, na vertente consumidora da modernidade recente, lustra o palco para o seu mais proeminente protagonista: o consumidor, mas não mais o consumidor Homo faber arendiano de outrora; que fabrica para consumir e consome para fabricar; não mais consumidor sujeitado foucaultiano ainda presente mesmo ausente. Agora a perversão se consuma em outra dimensão: a dimensão do espetáculo. Espetáculo que não mais se contenta com nuances ou aparições esparsas. Ele agora é o âmago de todo (dês)ordenamento social. De toda fragilidade relacional que estatui e institui o consumo como a entidade a ser protegida pelo direito. Qual a conseqüência disso? Excluir aquele que não está no palco e sim no picadeiro. O homo sacer, o diferente, o estranho, o pobre, o estrangeiro, àquele que apenas consome-a-dor de não ser consumidor. Aquele que o código não enxerga, ou melhor, enxerga com lentes repletas da intencionalidade facínora na busca por culpados, pois só encontrando culpados poderemos ser inocentes...

Ricardo Aronne, neste texto, em tamanha perspicácia denuncia a dignidade em leilão que o discurso penal tradicional se esforça em esconder. Mas esse esconderijo fora encontrado. E pela porta dos fundos. Pela porta da desconstrução. Que não precisa de chaves para derrubá-la, pois tem o teor de loucura necessária para tal tarefa: a loucura pela justiça, sabendo-se que há de se ir mais além...sempre!

Gustavo Pereira

domingo, 13 de julho de 2008

Prof. Aronne na Mostra de Cinema Português


A I Mostra de Cinema Português, com enfoque jurídico, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de julho, na Livraria Cultura, em Porto Alegre.
Serão apresentados filmes portugueses e após haverá a participação de professores.
Prof. Ricardo Aronne, líder do grupo, apresentará o filme "Rasganço", dia 16/07, quarta-feira.
O evento é gratuito e vale como atividade complementar. O evento é gratuito e vale como atividade complementar.
As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail contato@estadodedireito.com.br enviando nome, e-mail, profissão e telefone e o nome dos filmes que desejam assistir.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Novo Texto Prof. Aronne (1°em Direito Penal)

Com o arejado prisma epistemológico que caracteriza todos os encontros do Prismas, hoje, os pesquisadores Gustavo, Juliana e Ivan enfrentaram o texto do Professor Aronne, o primeiro em Direito Penal. Digno de pesquisadores que melhor conhecem o autor, o painel mostrou-se uma construtiva desconstrução de idéias metafísicas objetivas que, ainda imperam no Direito Penal. Buscando, cada um dos pesquisadores, suas maiores influencias, vários recortes foram feitos, para melhor ilustrar o texto. Nestes recortes podemos citar "A Arqueologia do Sabe" Foucaultiana, apresentada pelo pesquisador Ivan em outra oportunidade, e sinteticamente retomada hoje, "A Sociedade do Espetáculo", de Guy Debord, também sinteticamente retomato hoje pela pesquisadora Juliana, etc. Apresentado em terceira pessoa, com o autor presente, com um sotaque existencialista sartreano, e com um sotaque nietzscheniano o discurso do autor se destacou na multidão, retomando vários temas correntes no grupo só que desta vez direcionados, entratanto, para outra ceara. Parabéns ao Prof. Aronne e aos painelistas.